Servidora denuncia secretária Roseli Morilla por suposto assédio moral em escola do Travessão

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Segundo Rachel Ramos, visita da secretária ocorreu após a divulgação de um vídeo cobrando melhorias na estrutura da unidade escolar; funcionária afirma que Roseli gritou com servidoras e ameaçou tomar providências contra quem fez a denúncia.

Da Redação


Uma denúncia de suposto assédio moral envolvendo a secretária municipal de Educação de Caraguatatuba, Roseli Morilla, ganhou repercussão nos últimos dias após a servidora da rede municipal Rachel Ramos relatar ter sido intimidada por cobrar melhorias na estrutura da unidade escolar, Reginal Célia Balustein, onde trabalha, no bairro Travessão.

Segundo Rachel, a situação ocorreu dias após a publicação de um vídeo nas redes sociais em que ela denunciava problemas estruturais enfrentados pela escola e pedia providências da Secretaria Municipal de Educação. Nas imagens, a servidora apontava dificuldades que, segundo ela, comprometem as condições de trabalho dos profissionais e o atendimento aos alunos.

De acordo com o relato da funcionária ao Ligados na Notícia, a resposta da administração ocorreu de forma inesperada. Rachel afirma que a secretária Roseli Morilla foi até a unidade escolar durante o período em que as crianças descansavam e se dirigiu ao setor da lavanderia, onde teria iniciado uma série de repreensões em tom elevado contra as servidoras que trabalham no local.

“A secretária entrou na lavanderia gritando com as funcionárias. Ela gritou tanto que as crianças, que estavam no horário do sono, acordaram assustadas. Eu, que estava na sala de aula, fui até lá e questionei o que estava acontecendo. Disse que a secretária não poderia falar naquele tom com as servidoras e admiti que eu quem tinha feito a denúncia e foi neste momento que a secretária virou para mim e, em tom de ameaça, me disse: Ah é, vou então ver quais providências poderei tomar contra você”, relatou Rachel.

Rachel sustenta que seu objetivo ao divulgar o vídeo nunca foi atacar a gestão da Secretaria de Educação, mas chamar a atenção do poder público para problemas que, segundo ela, afetam diretamente o ambiente escolar.

A denúncia rapidamente ganhou repercussão entre servidores da rede municipal e motivou uma manifestação oficial do SindCaraguatatuba, que publicou uma Nota de Repúdio cobrando a apuração dos fatos e providências por parte da Prefeitura. A repercussão da manifestação sindical será abordada em uma reportagem específica.

A denúncia ocorre poucos dias após a Prefeitura de Caraguatatuba anunciar a criação do Programa Municipal de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, ao Assédio Sexual e a Outras Formas de Discriminação no Serviço Público, instituído por meio do Decreto nº 2.546/2026. A iniciativa foi apresentada como uma política voltada à prevenção, acolhimento e apuração de denúncias envolvendo servidores municipais.

Segundo a administração municipal, o programa tem caráter preventivo, educativo e corretivo, prevendo a criação de uma comissão responsável por receber, analisar e encaminhar relatos de assédio às instâncias competentes, além de promover ações para melhorar o ambiente de trabalho. As denúncias poderão ser feitas de forma identificada ou anônima, com garantia de confidencialidade.