Após caso na Educação, outra denuncia de suposto assédio e sucateamento na Vigilância Patrimonial

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Carta encaminhada ao prefeito, Ministério Público e outras autoridades relata perseguições a servidores, corte de horas extras, mudanças de escala e alerta para riscos na segurança dos prédios públicos.

Da Redação

Poucos dias após a denúncia de suposto assédio moral envolvendo uma servidora da rede municipal de Educação, um novo episódio volta a colocar a administração municipal no centro das discussões sobre as condições de trabalho dos servidores públicos.

Desta vez, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Caraguatatuba (Sindicaraguatatuba) recebeu, de maneira anônima, uma carta, que também foi encaminhada ao prefeito Mateus Venezziani da Silva, ao Ministério Público, ao presidente da Câmara Municipal e a outras autoridades relatando uma série de supostas irregularidades na Vigilância Patrimonial do município.

No documento, é apontado denúncias de assédio moral, perseguições internas, cortes de horas extras, alterações de escalas, possível sucateamento do setor e riscos à segurança dos prédios públicos municipais.

Intitulada: “O Colapso da Vigilância Patrimonial”, o autor afirma que a Vigilância Patrimonial enfrenta um cenário de déficit de pessoal, mudanças administrativas e conflitos internos que estariam afetando tanto os servidores quanto a prestação do serviço público.

Entre os pontos apresentados estão alegações de que servidores estariam sendo submetidos a punições consideradas arbitrárias, alterações repentinas de escalas de trabalho e restrições ao pagamento de horas extras. A carta também  descreve diversos episódios supostamente classificados como assédio moral e perseguição funcional. Além das questões relacionadas ao ambiente de trabalho, a entidade também demonstra preocupação com a estrutura da Vigilância Patrimonial.

A presidente do SindiCaraguatatuba, Alexandra Fachini, afirmou ao portal Ligados na Notícia que irá fazer uma representação ao Ministério do Trabalho e Emprego com relação ao assédio e às condições de trabalho. “Estive em reunião com o nosso advogado, e vamos  tomar as providências necessárias. Já é certo que iremos fazer uma representação ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) com relação ao assédio e as condições de trabalho. E, estaremos dando toda a assistência a estes servidores, caso venham a responder processos administrativos, pois falar a verdade, expor as dificuldades, acabam resultando em processos administrativos”, esclareceu Alexandra.

Ainda segundo Alexandra, qualquer servidor que queira registrar denúncias ou reclamações em relação a este tipo de assédio podem entrar em contato pelo whatsapp do Sindicato pelo número (12) 99255-2840