Com pinturas, mosaicos e painéis cerâmicos, a mostra centenária de Antonio Carelli no Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba (Macc). Com curadoria de Bel Galvanese, Bernadete Silva, Ana Dias, Edson Macedo e Rafael Marotti, integrantes do Núcleo Desenho Vivo, “Carelli – o tom de uma vida inteira” traz um recorte da obra do artista, com seu olhar sensível sobre tucanos e a Mata Atlântica de Caraguatatuba, refletindo o cenário que o acolheu nos últimos 40 anos. Carelli faleceu em fevereiro de 2021.
Obras inéditas
A exposição mostra que ainda há muito a ser descoberto sobre o artista. O público poderá ver obras inéditas de Carelli; dois mosaicos “Pássaros” de 2005 e 2008, e um painel cerâmico produzido em 2008, “Floresta” – 168x200cm, adquirido para acervo do museu. Em suas saídas para pintar paisagens, Carelli comprou dois tucanos de madeira caixeta – também em exposição – produzidos por artesãos da praia de Camburi na cidade de São Sebastião. A partir desses pássaros ele cria, por quase 20 anos, diversas pinturas, painéis cerâmicos e mosaicos, explorando os variados ângulos, cores e tamanhos.
Visitação
Até o dia 19 de setembro, de terça a sábado, das 10h às 18h, o público pode apreciar as obras de Carelli. A entrada é gratuita e a classificação é livre.
Com textos de apresentação de Eloíza Andrade Antunes de Oliveira e Bel Galvanese, e um filme do cineasta Vincent Carelli, filho do homenageado, o público poderá conhecer um pouco mais sobre o artista plástico, ceramista, pintor, desenhista e mestre Antonio Carelli.
Olhares
Bel Galvanese fala sobre Carelli, relação construída com o grupo que ele criou em 1999. “Na (sua) pintura aparece a verdade essencial da paisagem da Mata Atlântica. No entanto, no ‘natural da natureza’ está a potência da visão pessoal de Carelli. Não é possível desviar o olhar. Experiência intraduzível de cor, matéria, luz e calor”, relata a artista.
“Alimentador de filosofias, crítico de seu tempo, conseguiu construir um invólucro de cores que ora se definiam no traço espesso e forte do cinza, do negro, ora coreografavam em cores vibrantes, iluminadas, enchendo os olhos de surpresa e luz”, escreve Eloíza Antunes de Oliveira em seu texto sobre o artista.





