Da Redação
O ex-prefeito de Caraguatatuba, Antonio Carlos da Silva, adotou um tom de distanciamento ao comentar a administração do prefeito e seu filho, Mateus Silva, durante entrevista concedida ao programa Repórter On Line na manhã desta quarta-feira(22).
Questionado sobre as críticas que o atual governo vem recebendo, Antonio Carlos evitou fazer uma defesa da gestão e afirmou que não acompanha o dia a dia da Prefeitura. O ex-prefeito também deixou muito claro que considera sua responsabilidade restrita ao período em que esteve à frente do Executivo. “Eu sou responsável pelo meu governo, pela minha história e não estou acompanhando, não estou lá dentro do governo”, argumentou. E na sequência, limitou-se apenas a dizer. “Tomara que dê certo. Sempre!”
As declarações chamam a atenção justamente porque, durante a campanha eleitoral de 2024, Antonio Carlos teve participação ativa na eleição e, para muitos, no resultado positivo de Mateus Silva quando foi alçado ao cargo de Chefe do Poder Executivo Municipal.Na ocasião, o então candidato foi apresentado como alguém que daria continuidade ao legado administrativo do pai, que administrou o município por 16 anos e é considerado como o prefeito que promoveu uma das maiores transformações na história de Caraguatatuba.Durante a entrevista, o ex-prefeito evitou comentar as decisões da atual administração e, sempre que questionado sobre o governo do filho, procurou desconversar sobre o assunto.
Compromisso Político
Outro ponto que chamou a atenção durante a entrevista foi a revelação de Antonio Carlos de que não pretendia disputar uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições deste ano. Segundo o ex-prefeito, sua intenção era que outro integrante da família representasse o grupo político na disputa.
“Eu não estava pretendendo sair candidato, não. Eu gostaria que minha filha Michelli saísse, ou meu filho Junior poderia ter sido candidato, mas ele está em outro partido e eu tinha um compromisso com o Kassab”, afirmou.
Antonio Carlos explicou que a decisão de colocar seu nome à disposição do PSD está relacionada a um compromisso político assumido com o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab. Segundo ele, esse compromisso remonta ao período em que deixou outro partido e recebeu o comando da sigla em Caraguatatuba.
“No passado, o Kassab fez uma atitude para dar o partido para mim no momento em que eu mais precisei, quando eu tinha sido expulso do outro. Ele tirou quatro vereadores, o irmão do prefeito e o presidente da Câmara, e deu o partido para mim”, declarou.






