5 mitos que podem estar prejudicando a saúde dos seus cabelos

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Lavar o cabelo diariamente faz mal, fios finos dispensam condicionador e escovar muitas vezes deixa os cabelos mais saudáveis. Essas ideias transformam cuidados que dependem de cada pessoa em regras universais.

       Segundo as campanhas de conscientização e os consensos da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a saúde dos fios está diretamente ligada à higiene e aos rituais de cuidado diário. Erros cometidos no banheiro e na hora de finalizar o cabelo são os principais gatilhos para disfunções no couro cabeludo e danos à fibra capilar.

       “Diariamente, recebo no consultório pacientes frustrados com a estética dos seus cabelos, sem entender por que eles continuam sem vida e fragilizados”, relata a dermatologista Dra. Liliana Bechelli. “O que muitos esquecem é que a biologia capilar exige um manejo delicado. Hábitos incorretos durante a lavagem, o desembaraço e a secagem sabotam qualquer tratamento.”

       A escolha dos produtos também faz parte dessa rotina, da limpeza à finalização. A Farnese Biocare, linha de cuidados capilares da Sínter, reúne opções para essas etapas e tem como um dos componentes de suas formulações o Complexo Biocare, que combina prebiótico, biotina, pantenol e peptídeos.

       Para discutir como os hábitos cotidianos interferem nos cuidados com os fios, a dermatologista Dra. Liliana Bechelli, parceira da Farnese, esclarece 5 mitos sobre lavagem, condicionamento e secagem dos cabelos.

  1. Lavar o cabelo todos os dias faz mal

       Não existe um intervalo ideal para todos. Segundo a academia, pessoas com cabelos lisos e couro cabeludo oleoso podem precisar de lavagem diária. Já cabelos secos, grossos ou cacheados exigem uma frequência ajustada às suas necessidades. O critério deve ser o acúmulo de sujeira e oleosidade, considerando também a resposta dos fios à limpeza.

  1. Quanto mais esfregar o comprimento, melhor a limpeza

       A aplicação do xampu deve se concentrar no couro cabeludo, com movimentos suaves. Durante o enxágue, a espuma percorre o comprimento sem que seja necessário esfregar os fios. A fricção intensa acrescenta uma agressão à rotina e pode contribuir para danos. Limpar bem não exige força.

  1. Cabelo fino não precisa de condicionador

       A textura fina não elimina a necessidade de condicionamento. O produto ajuda a desembaraçar e facilita o manuseio. O que muda é a aplicação: nos cabelos finos ou lisos, a orientação é concentrá-lo nas pontas; nos secos ou cacheados, distribuí-lo pelo comprimento. Ajustar o uso às características dos fios é mais adequado do que eliminar essa etapa.

       “Hoje, o cuidado capilar vai muito além da limpeza. A consumidora busca produtos adequados às características dos seus fios, com tecnologia, performance e uma experiência de uso diferenciada. Foi com esse olhar que desenvolvemos Farnese Biocare, conectando ciência, sensorialidade e diferentes necessidades capilares em uma rotina de cuidado mais completa”, explica Rafaela Côrte Real Miana, diretora de Marketing e Inovação da Sínter.

  1. Escovar 100 vezes por dia deixa o cabelo mais saudável

       A recomendação não tem fundamento e aparece entre os hábitos que a academia orienta abandonar. Escovar repetidamente ou puxar os fios para desfazer nós favorece danos. O ideal é pentear apenas o necessário para desembaraçar e modelar, com delicadeza. Um pente de dentes largos ajuda nesse processo, que deve começar pelas pontas e avançar gradualmente.

  1. Esfregar a toalha é uma forma inofensiva de secar

       O atrito também pode danificar os cabelos nessa etapa. Em vez de esfregar, a recomendação é envolver os fios com uma toalha para absorver a água suavemente. Se houver uso de secador, temperaturas baixas ou médias e menor exposição ao calor ajudam a reduzir as agressões.

       Rever esses hábitos ajuda a evitar agressões durante a lavagem, o desembaraço e a secagem. Algumas queixas, porém, exigem investigação além da rotina cosmética. Quando as mudanças não melhoram a condição dos cabelos, ou há preocupação com queda e redução de volume, a Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda procurar avaliação especializada para identificar a causa.