Secretaria de Saúde admite fila de 8 mil pacientes à espera de oftalmologista em Caraguatatuba

Facebook
LinkedIn
WhatsApp

Da Redação

A fila de aproximadamente 8 mil pessoas aguardando atendimento oftalmológico em Caraguatatuba revela mais um desafio enfrentado pela rede municipal de Saúde. O número foi apresentado durante audiência pública de prestação de contas realizada  recentemente na Câmara Municipal e acendeu um alerta sobre a capacidade de atendimento da especialidade.

A demanda reprimida atinge milhares de moradores que aguardam consultas, exames e encaminhamentos para procedimentos oftalmológicos, uma das áreas mais sensíveis da atenção especializada por envolver diretamente a prevenção de doenças e a qualidade de vida da população.

O dado ganha ainda mais relevância em um momento de transição na gestão da Saúde. Desde fevereiro deste ano, uma nova Organização Social (OS), a Santa Casa São Bernardo do Campo,  assumiu a administração dos serviços municipais com a expectativa de ampliar a eficiência dos atendimentos e reduzir gargalos da rede.

Entretanto, passados alguns meses da mudança, os números apresentados na audiência, indicam que os desafios permanecem significativos. Além da extensa fila na oftalmologia, moradores seguem utilizando as redes sociais e canais de comunicação para relatar dificuldades no acesso a consultas, demora em atendimentos e problemas relacionados aos serviços oferecidos nas unidades de saúde.

O cenário acaba se transformando em mais um ponto de pressão para a atual gestão do Executivo, que apostou na mudança do modelo de gestão como uma alternativa para melhorar indicadores e elevar a satisfação dos usuários do sistema municipal de saúde.

Durante a prestação de contas, a secretária adjunta de Saúde, Derci Andolfo, reconheceu a existência da fila de espera, argumentou que a OS já iniciou um contrato que prevê uma quantidade de atendimentos mensais, porém, não deu um tempo ou prazo específico para zerar essa fila de espera. “A OS já iniciou um contrato com uma prestadora de serviços que prevê 400 consultas mensais, mas sabemos que não temos muita referência e temos dificuldade de encaminhamento. A secretaria está em uma fase de qualificar esta fila de espera para verificar a urgência das demandas”, explicou Derci 

Enquanto isso, para quem aguarda uma consulta oftalmológica, os números apresentados na audiência representam mais do que estatísticas. São milhares de moradores que continuam esperando por um atendimento capaz de devolver qualidade de vida, diagnóstico precoce e acesso ao tratamento adequado.