Vídeo de tubarão em Ilhabela chama atenção nas redes sociais; especialista explica presença da espécie no Litoral Norte

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Da Redação

Um vídeo que mostra um tubarão nadando no Canal de São Sebastião, viralizou nos últimos dias e despertou a curiosidade de moradores e turistas. Nas redes sociais, muitos internautas chegaram a questionar se as imagens eram reais ou produzidas por inteligência artificial.Para esclarecer o assunto, o Ligados na Notícia conversou com Hugo Galo, presidente do Instituto Argonauta, referência na conservação da fauna marinha no Litoral Norte paulista.

Segundo o especialista, o vídeo é real e a presença de tubarões na região é natural e não representa uma novidade. “Tubarões ocorrem na nossa região. Nós temos um litoral relativamente preservado, então é normal que eles apareçam durante todo o ano”, explica.

De acordo com Hugo Galo, pelas características observadas nas imagens, o animal pode ser um tubarão-mangona, espécie que costuma frequentar a costa brasileira e que, em determinadas épocas do ano, pode se aproximar do litoral. “Em alguns meses, as fêmeas de mangona podem se aproximar para dar à luz aos filhotes e me parece que esta é a espécie que aparece no vídeo”, disse.

Apesar da repercussão provocada pelo vídeo, o especialista tranquiliza a população e destaca que o risco de incidentes continua extremamente baixo. “O risco de um ataque de tubarão é o mesmo que sempre houve, muito baixo. Nosso Litoral Norte possui um histórico seguro em relação a este tipo de ocorrência e, na verdade, até hoje, temos apenas um caso registrado”, comenta.

Os tubarões desempenham um papel essencial no equilíbrio dos ecossistemas marinhos. Como predadores naturais ajudam a controlar populações de outras espécies e são indicadores da qualidade ambiental dos oceanos. A ocorrência destes animais no canal de São Sebastião é consideraca compatível com um ambiente costeiro preservado e rico em biodiversidade.

Especialistas reforçam que tubarões desempenham um papel essencial no equilíbrio dos ecossistemas marinhos. Como predadores naturais, ajudam a controlar populações de outras espécies e são indicadores da qualidade ambiental dos oceanos.