Declaração de, Antonio Carlos Junior, reforça críticas sobre condução dos trabalhos legislativos em um dos momentos mais turbulentos da atual legislatura
Da Redação
A recente declaração do presidente da Câmara Municipal de Caraguatatuba, Antonio Carlos Junior, admitindo que “naqueles dois dias eu perdi o controle da Câmara”, reacendeu o debate sobre a condução dos trabalhos legislativos que culminaram na revogação da taxa do lixo no município.
A fala foi feita durante entrevista na rádio Onda FM e rapidamente passou a circular nas redes sociais, chamando a atenção pelo reconhecimento público de uma situação considerada atípica para quem ocupa a principal função de comando do Poder Legislativo.
“Porque eu não sentei para dialogar com a Câmara, naqueles dois dias eu perdi o controle da Câmara porque eu estava viajando e aconteceram todas estas conversas e eu aceitei uma fala e coloquei esta extraordinária”, disse Antonio Carlos Junior durante a entrevista.
Outro trecho da entrevista que gerou desconforto foi o momento em que o presidente afirmou ter conversado com os colegas vereadores pedindo para que todos votassem juntos e favoráveis. “Meu voto seria contrário, mas, eu vi todo o movimento e falei para os vereadores: Bom, vamos votar todo mundo junto para ficar bem na rua e depois a gente senta, dialoga e constrói tudo de novo”, calculou Antonio Carlos Junior.
A presidência da Câmara tem como uma de suas principais atribuições garantir a ordem dos trabalhos, assegurar o cumprimento do Regimento Interno e conduzir as votações de forma equilibrada e transparente.
Para analistas da atividade legislativa, a declaração representa mais do que um simples reconhecimento de dificuldades administrativas. Ela evidencia a complexidade do momento vivido pela Câmara e levanta dúvidas sobre a capacidade da Mesa Diretora de conduzir debates sensíveis sem que o processo parlamentar seja afetado.
Desculpas ao irmão
Na mesma semana, o presidente Antonio Carlos Junior, também utilizou uma rádio local, para fazer um pedido de desculpas ao prefeito e seu irmão, Mateus Silva, ao declarar que havia deixado o chefe do Poder Executivo em uma saia justa ao pautar uma sessão extraordinária sobre a Taxa do Lixo. “Na celeridade de convocar uma sessão extraordinária na sexta-feira eu, enquanto presidente, deixei o prefeito, Mateus Silva, em uma saia justa. Por isso, peço desculpas ao prefeito porque nós poderíamos discutir, sentar e conversar. eu quis resolver rápido e acabei colocando o prefeito nesta situação”, admitiu Antônio Carlos Junior, em entrevista à Caraguá FM.
Veto Total
Na noite da última sexta-feira(19) o prefeito, Mateus Silva, vetou integralmente o projeto aprovado pela Câmara Municipal que revoga a Taxa do Lixo. A decisão foi publicada na noite de sexta-feira(19) no Diário Oficial do Município.
Segundo o prefeito, a proposta apresenta vícios de inconstitucionalidade e contraria o interesse público. O projeto havia sido aprovado por unanimidade em sessão extraordinária realizada na Câmara Municipal no dia 12 de junho.





